Aquilo que não (nos) cabe mais
- leticiaehlerspsi
- 20 de ago.
- 1 min de leitura
A partir da leitura do texto intitulado "Espiralando através do Apocalipse" de autoria de Marion Woodman, algumas reflexões são possíveis.
Ao deixarmos ir o que tem de ir (mesmo que não queiramos) leva consigo a dor da perda de (nós), de quem fomos. Ao mesmo tempo, liberta para que sejamos aquilo que já mudou dentro de nós e precisa de espaço para florescer e ser.
![Você já se fez essa pergunta? É uma pergunta sobre "andar", um verbo tão costumeiro que, por vezes, desaprendemos a prestar atenção. Andamos todos os dias e ficamos atônitos quando tropeçamos, caímos, machucamos, quando alguém nos interrompe, para. Quando as coisas não andam como costumeiramente andavam. Perdemos o chão. Não sabemos mais andar. Prestamos atenção. Atentar-se ao que nos anda: O que você faz do que fizeram de você? É sobre outro andar, uma outra forma de ser e estar no mundo. Incômodo. Um andar incomodado. É isto que se faz quando tomamos consciência do "andar da carruagem". É sobre permitir-se um andar singular atento ao que lhe acontece. Ao som da música de Cartola, convido você a se andar com outras frequências, intensidades, movimentos, passos: "Deixe-me ir, preciso andar [...] se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar, depois que me encontrar".](https://static.wixstatic.com/media/7f566b_9fef0bfb4848495f85d093c94464ae02~mv2.png/v1/fill/w_980,h_1742,al_c,q_90,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/7f566b_9fef0bfb4848495f85d093c94464ae02~mv2.png)

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